Dia Internacional da Empatia

Por: Lincoln Tavares de Melo

O exercício da humanização das relações para a promoção da Diversidade e Inclusão nos Negócios

Costumamos dizer que a empatia é uma utopia. Sabe por quê? Pelo simples fato de ser absolutamente impossível “colocar-se no lugar do outro”. Entendemos empatia como um exercício, um desejo. É um mergulhar no outro de verdade. Sem julgamentos. E é por isso que não podemos ver a empatia como um sentimento. Não “sentimos empatia”, exercitamos empatia. E, portanto, se é um exercício, podemos desenvolver e até mesmo aprimorar esse comportamento. Como diz o escritor Roberto Tranjan: “Exige, também, pedir os óculos emprestados para tentar ver com os olhos dos outros e, assim, ampliar aquilo que entendemos por realidade.

Exercitar empatia é o mesmo que criar pontes entre pessoas. Relação Sujeito / Sujeito. E é muito comum confundirmos empatia com simpatia. Ser simpático não garante que se estabeleça um vínculo, uma ligação entre pessoas. Pelo contrário, pode separar ainda mais. Ser simpático é dar aquele “tapinha nas costas”, um sorriso, um assentir com a cabeça. É dizer: “vamos marcar aquele café”. E muitas vezes esse café nunca vem. É dizer: “bom dia, tudo bem?” com a certeza que a outra pessoa dirá que sim! Afinal de contas, se ela disser: “não, não está bem, minha vida está uma desgraça”, será que eu irei parar tudo que estou fazendo para ouvi-la?

A simpatia está ligada à tolerância, palavra muito utilizada quando se quer explicar de maneira positiva um comportamento ideal perante o “diferente”, mas que etimologicamente nos incomoda um pouquinho. Tolerância é um termo que vem do latim tolerare que significa “suportar” ou “aceitar”. A tolerância é o ato de agir com condescendência e aceitação perante algo que não se quer ou que não se pode impedir. Já a empatia está ligada há algo muito além da tolerância. Empatia é o exercício do respeito. Ou seja, não se trata de “tolerar” alguém por conta da sua raça, etnia, orientação afetiva-sexual, identidade de gênero, características físicas ou intelectuais, idade e assim por diante. Trata-se do quanto eu posso (e devo!) respeitar o outro. Para nós, tolerância é simpatia e empatia é respeito.

Gostamos de dizer que trabalhar com Diversidade e Inclusão significa desenvolver a humanidade nas pessoas. Humanidade. Palavra tão poderosa quanto inquietante! Trabalhamos para humanizar as relações, respeitando e valorizando as diferenças. Diversidade significa deixar de lado o “nós e eles” para pensar o “nós”. Afinal de contas, via de regra, não são grupos que definem a diversidade humana, são pessoas, indivíduos. E é muito comum ouvirmos frases como: “vamos contratar pessoas da diversidade”, ou “ELES são muito bem-vindos em nossa empresa”, ao se referir às pessoas com deficiência, afrodescendentes, público LGBT+ e assim por diante. Eles? Como assim?

Naturalmente desenvolvemos e estimulamos as empresas a criarem o que chamamos de “Embaixadores da Diversidade e Inclusão” para que nestes grupos sejam debatidas, estruturadas e desenvolvidas ações afirmativas que contemplem as questões de equidade de gênero, inclusão de pessoas com deficiência, afrodescendentes, LGBT+, maturis (idosos) e outros grupos as suas interseccionalidades.

Contudo, estamos falando de pessoas, sua individualidade e características únicas. E, quem sabe, num futuro não muito distante, a promoção da Diversidade e Inclusão nas corporações migre, como dissemos anteriormente, do “nós e eles” para o “nós”, onde o grupo de Embaixadores, Comitê de Diversidade ou como queiram chamar sejam formados simplesmente por pessoas que enxergam no exercício da empatia um valor fundamental para criar relações mais respeitosas (e portanto, humanas) entre todas as pessoas.

A Consolidar Diversidade, por meio das soluções disponíveis em seu portfólio, co-constrói ações de transformação da simpatia em empatia na sua organização, com resultados mensuráveis para o negócio. Quer descobrir como? Entre em contato conosco no e-mail: falecom@consolidardiversidade.


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